Clarissa deixa liderança do PMDB na Câmara do Rio

A vereadora Clarissa Garotinho (PMDB), filha do ex-governador Anthony Garotinho (PR), deixou nesta quinta-feira a liderança do PMDB na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Clarissa estava na função desde o início do mandato, em janeiro deste ano, quando foi escolhida pela bancada.

O presidente do PMDB do Rio, deputado estadual Jorge Picciani, disse à Folha Online que Clarissa não pode continuar na liderança porque ela contraria a orientação do partido ao defender a candidatura de seu pai ao governo do Estado. Em junho, Garotinho trocou o PMDB pelo PR para poder se candidatar a governador.

Clarissa disse que saiu da liderança por recomendação do partido e não por vontade dos vereadores do PMDB. "Nunca deixei de cumprir com o Estatuto do PMDB. Deixo a liderança de cabeça erguida. Contribuí com o PMDB mas, sobretudo, com a cidade do Rio de Janeiro", disse a vereadora, que negou intenção de deixar o partido.

Picciani afirmou que Clarissa perdeu a liderança porque ela não expressa mais a vontade da maioria. "Os interesses dela são pessoais em relação à candidatura do seu pai. Nós respeitamos, mas está em contradição à orientação partidária. Isso fez com que ela ficasse [com posição] minoritária no sentimento da bancada, porque toda a bancada é partidária e ela passou a ser anti-partidária", afirmou Picciani.

O deputado ressaltou ainda que Clarissa está suspensa de suas funções partidárias desde a última sexta-feira (11) por decisão do Diretório Estadual. "Ela não pode sequer usar a sigla do partido", afirmou.

Clarissa disse que não sabia que estava suspensa do partido mas que vai reunir com seus advogados para discutir o assunto. A vereadora negou que tenha problema de relacionamento político na bancada devido à candidatura de Garotinho. "Todos os vereadores disseram que não estavam fazendo a vontade deles [trocar a liderança] mas atendendo a recomendação do partido", afirmou.

A vereadora ressaltou que sempre votou a favor dos projetos apresentados pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) "que eram importantes para a cidade", mas ressaltou que se sente livre para criticar as atitudes do governador Sérgio Cabral (PMDB).

"Me sinto livre para questionar atitudes do governador quando ele diz que mães de comunidades são fábricas de fazer bandidos, quando ele coloca a polícia para jogar balas de borrachas nos professores, quando ele chama os médicos de vagabundos. O PMDB pode cobrar tudo de mim, menos que eu defenda o indefensável", afirmou a vereadora.

Com a saída de Clarissa da liderança, o vereador Professor Uoston assumiu o cargo.

Fonte: Folha Online

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