As duas faces da moeda

Foi no Oriente Médio, lugar culturalmente mais rico da Antigüidade, que o dinheiro se difundiu, passando a existir como dinheiro de metal cerca de 2.500 a.C. A primeira grande revolução monetária ocorreu no século VII a.C., no reino da Lídia, onde hoje fica a Turquia. Ali foi inventada a moeda moderna, com todas as características básicas das atuais. Entre os anos 640 a.C. e 630 a.C., o homem chegou, finalmente, à cunhagem de moedas.

Lembro com muita saudade de um tempo em que as moedas eram investimento, uma poupança para juntar um dinheirinho. Quem aí nunca comprou um cofre e foi juntando moedas para fazer outrora um investimento, comprar um objeto do desejo?

Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas.

O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto.

Ou seja, no jogo do “Cara e Coroa” os brasileiros têm mostrado somente a cara, a coroa, o outro lado da moeda ficou para poucos, não é um privilégio de todos.

Temos nas ruas hoje uma grande quantidade de pessoas carentes, os mais diferentes "personagens": pedintes, vendedores, engraxates, guardadores de carro, entre outros. Infelizmente, está entre eles também os dependentes químicos, eles encontram na rua, um refúgio, um lugar vulnerável, acolhedor para se drogar. Na rua os drogados simulam diversas situações para ganhar um trocado para investir no que vai acabar com sua vida.

Pesquisamos entre vários amigos e perguntamos sobre o destino das moedas: 10% deles disseram que ainda tem um cofrinho para guardá-las, outros 10% usam para comprar pão, bombons, etc e 80% deles responderam que são muito úteis para pagar os flanelinhas, os guardadores de carro, o pedinte, engraxate, etc.

Abro um parentese para fazer uma breve reflexão sobre tudo isso, veja as disparidades encontradas no uso da moeda. Em tão pouco tempo uma grande parte das pessoas as tinham como um investimento, uma economia familiar. Hoje, me parece que a "moeda" têm perdido o seu valor monetário, a importância de juntá-las não é mais tão comum. As moedas atraem o desejo de pessoas que vivem dia e noite nos semáforo, nas portas de lojas, nos bares, em outro lugar qualquer. Com o valor simplório que damos às moedas, essas pessoas buscam incessantemente recebê-las como doação.

É pertinente avaliar que, na rua tem muita gente necessitada, gente humilde, boa, que não tem oportunidade e vai ser pedinte, ser lavador de carros, vender bombons, dentre outras atividades. Mais por outro lado encontramos também os viciados, alcólatras, dependentes químicos, doar moedas a essas pessoas é colaborar com a liquidação de sua vida.

Portanto, tome cuidado! A melhor forma de ajudar quem precisa, pode não ser lhe oferecendo uma moeda. Quando falo moeda também me refiro a qualquer outra ajuda financeira em espécie, em dinheiro.

Sejamos solidários, mais também sensatos!

Alcides Oliveira

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